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Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

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Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por Renan em Sex 29 Jul - 17:14

Iniciarei o assunto com um artigo da acidigital de uma entrevista com o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Simples e prático.

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jul. 11 / 01:27 pm (ACI/EWTN Noticias)

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos.

Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".

Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve "ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus".

"Trata-se simplesmente de saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele veio a nós e que nós não o merecemos", afirmou.

O Cardeal disse também que comungar desta forma "é o sinal de adoração que necessitamos recuperar. Eu acredito que seja necessário para toda a Igreja que a comunhão se faça de joelhos".

"De fato –acrescentou– se se comunga de pé, é preciso fazer genuflexão, ou fazer uma inclinação profunda, coisa que não se faz".

O Prefeito vaticano disse ademais que "se trivializarmos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é o de comungar, como é o de reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores como cantamos em uma canção espanhola".

Ao ser consultado pela ACI Prensa sobre os abusos litúrgicos em que incorrem alguns atualmente, o Cardeal disse que é necessário "corrigi-los, sobre tudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos".

Esta formação, explicou, deve fazer que "celebre-se bem, para que se celebre conforme às exigências e dignidade da celebração, conforme às normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia".

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à agência ACI Prensa que nesta tarefa de formação para celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, "os bispos têm uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que a Eucaristia se celebre bem será fazer que na Eucaristia se participe bem".

Algo a acrescentar? Vejamos o que exatamente fala o IGMR sobre isso:

IGMR escreveu:160. Os fiéis comungam de joelhos ou de pé, segundo a determinação da Conferência Episcopal. Quando comungam de pé, recomenda-se que, antes de receberem o Sacramento, façam a devida reverência, estabelecida pelas mesmas normas.

Vejam que o ordinário é que se comungue de joelhos, e quando porém for receber a Eucaristia de pé, deve-se fazer a reverência devida, que ao santíssimo sacramento é a genuflexão, mas se por conveniência (que é diferente de desleixo) a reverência profunda também é citada pelo cardeal. A tal conveniência a que me refiro fica clara na instrução "INAESTIMABILE DONUM" de 1980 da mesma Sagrada Congregação para os Sacramentos e Culto Divino:

INAESTIMABILE DONUM escreveu:11. A Igreja sempre pediu dos fiéis, respeito e reverência pela Eucaristia no momento de recebê-la. No que diz respeito à maneira de ir para a Comunhão, o fiel pode recebê-la de ambos os modos; ajoelhando-se ou ficando de pé, de acordo com as normas estabelecidas pela conferência episcopal: "Quando o fiel comunga ajoelhado, nenhum outro sinal de reverência pelo Santíssimo Sacramento é requerido, uma vez que ajoelhar é por si só um sinal de adoração. Quando se recebe a Comunhão estando em pé, é rigidamente recomendado que, ao vir em procissão, faça-se um sinal de reverência antes de receber o Sacramento. Isto pode ser feito no exato momento e lugar, de forma que a ordem das pessoas que vêm e voltam da Comunhão não fique interrompida.

Pela última frase do trecho da instrução, fica claro que a maneira ordenada com que os fiéis se aproximam da Eucaristia também expressa a dignidade e o respeito pela sagrada comunhão eucarística, sendo assim, permite-se que se comungue de pé e que a reverência antes de receber a Eucaristia possa ser apenas a inclinação profunda, como disse o cardeal. Mas não confundamos aqui conveniência com comodidade (desleixo). Penso poder dizer que talvez mais 90% dos católicos recebem a Eucaristia de pé por nunca nem terem pensado no sentido de receber de joelhos.

Outra instrução da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, a "REDEMPTIONIS SACRAMENTUM" (de 2004) diz ainda:

REDEMPTIONIS SACRAMENTUM escreveu:[90.] «Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas».

[91.] Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber». Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.

[92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.

Fica claro assim que não há problema algum em se receber a comunhão de pé e na mão, mas que ao receber de joelhos e na boca evitam-se problemas acerca de profanação e recorda sempre o sentido de que a Igreja alimenta o povo de Deus. De fato, aqui enveredamos por outro aspecto de receber a comunhão. Na mão ou na boca?. Fica claro pela instrução REDEMPTIONIS SACRAMENTUM, que as duas maneiras são permitidas, temos algo mais a acrescentar?

Primeiro é importante perceber que, ao contrário do que se pensa hoje em dia, receber a comunhão na boca é a regra e receber na mão é a exceção. Como se pode perceber no IGMR:

IGMR escreveu:161. Se a Comunhão for distribuída unicamente sob a espécie do pão, o sacerdote levanta um pouco a hóstia e, mostrando-a a cada um dos comungantes, diz: O Corpo de Cristo ou Corpus Christi. O comungante responde: Amen, e recebe o Sacramento na boca, ou, onde for permitido, na mão, conforme preferir. O comungante recebe a hóstia e comunga-a imediatamente e na íntegra.

Pode se perceber também que receber a comunhão na mão é uma exceção pela licença recebida a seguir:

Em 10 de Outubro de 1975, a Conferência Episcopal Portuguesa obteve licença para os fiéis de Portugal poderem comungar na mão. O texto respectivo é acompanhado das seguintes normas:

a) A introdução do rito da comunhão na mão deve ser precedida de uma catequese oportuna, capaz de renovar o espírito de fé na Eucaristia, que se há-de manifestar até na maneira de os fiéis aceitarem em suas próprias mãos o Corpo do Senhor.

b) Esta maneira de comungar não deve ser imposta aos fiéis, pois a eles se deve deixar a escolha sobre a forma de receber a Eucaristia. Deste modo, não será de estranhar que, numa mesma celebração, haja quem receba a sagrada partícula na língua e quem a receba na mão. O ministro que distribui a comunhão nunca deve impor os seus gostos e preferências, nem substituir-se à vontade livre dos comungantes.

c) Quanto à comunhão na mão, pastores e fiéis devem preocupar-se em realizar o gesto de maneira digna e significativa. Para tanto, e segundo a antiga tradição, o ministro colocará o Pão consagrado na mão do fiel, o qual comungará antes de regressar ao seu lugar, por não parecer conveniente que o faça enquanto caminha, devendo ter ainda todo o cuidado com os fragmentos que eventualmente se desprendam (Nota pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa: Lumen, 1975, p. 460: EDREL 2823).

A instrução Memoriale Domini (1969) da, já muitas vezes citada, Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, trata exaustivamente deste tema. Citarei apenas alguns trechos.

Memoriale Domini escreveu: Ao mesmo tempo, nos anos recentes, uma maior participação na Celebração Eucarística através da comunhão sacramental fez surgir, aqui e ali, o desejo de retornar ao antigo uso de depositar o pão eucarístico nas mãos do comungante, ele próprio então comungando, colocando-o na boca.

Memoriale Domini escreveu:Portanto, "que ninguém... coma do Corpo sem primeiro adorá-lo" [2] Quando alguém toma (o Santo Sacramento) ele é advertido: "... recebe-o: sejas cuidadoso para que não percas nada dele." [3] "Pois é o Corpo de Cristo". [4]
2. Sto. Agostinho, Sobre os Salmos, 98, 9.
3. S. Cirilo de Jerusalem, Catequeses Mistagógicas, V, 21.
4. Hipólito, Tradição Apostólica, n. 37.

Sobre receber na boca...
Memoriale Domini escreveu:Levando em conta a situação atual da Igreja no mundo inteiro, essa maneira de distribuir a santa comunhão deve ser conservada.

É perceptível que os dois modos (na mão e na boca) são antigos. Na mão desde o princípio do cristianismo, quando a Eucaristia era tomada como em um banquete (literalmente). Na boca, há muitos séculos, quando foi se tomando mais consciência do sentido sagrado da Eucaristia.

Muito pode ser dito a respeito, mas para não ficar mais extenso do que já está, terminarei com um belo testemunho do Pe. Paulo Ricardo.

Pe. Paulo Ricardo escreveu:Durante vários anos como padre, insisti terminantemente que as pessoas comungassem na mão, porque, devido aos meus estudos, eu havia aprendido que para comungar colocamos uma mão em cima da outra fazendo uma cruz e, depois, fazemos uma concha.

Assim, fazemos, ao mesmo tempo, um “berço” (a manjedoura onde Jesus nasceu) e uma cruz (onde Jesus morreu). Sempre recordando que a mão esquerda tem de ficar em cima da mão direita, porque a mão direita tem de estar livre para se pegar na hóstia e colocá-la na boca. A mão deve estar à altura do peito, estendida na direcção do padre.

Por muito tempo fiquei incomodado ao ver os seminaristas a comungar na boca, mas sabia que eles tinham o direito de fazer isso. No entanto, sempre tentava fazê-los receber a Eucaristia na mão. Tudo isso era o que eu lutava e cria até há pouco tempo atrás. Mas o papa Bento XVI deu-me uma “rasteira”.

O Papa começou a dar a comunhão, na liturgia papal, aos fiéis, de joelhos e na boca. Confesso que fiquei chocado com aquilo. Então, fui estudar, porque quando vemos o Papa tomar uma atitude, alguma razão ele deve ter.

Foi aí que descobri que a comunhão na mão (algo permitido canonicamente) é uma excepção, ou seja, para a lei canônica a forma comum de se comungar é na boca. Então, há que ficar com essa verdade. Estudando, descobri que não existe nenhuma referência de comunhão na mão, isto porque, nos países do Norte da Europa, as pessoas começaram a receber a comunhão na mão por desobediência, por rebeldia. O Vaticano tentou corrigi-las, mas não conseguiu e autorizou as conferências episcopais a, se acharem oportuno, pedir autorização para comungar na mão.

(...)

Essa atitude é o fiel quem vai analisar, ter a prudência de ver qual é a situação da sua paróquia, do seu padre e do seu bispo, pois pode ser que eles ainda não saibam disso. Eu mesmo levei tempo para descobrir que comunhão na boca é o normal. Levei tempo para achar normal um fiel comungar de joelhos. Então, meus irmãos, com muito amor a Cristo e à Sua Igreja, vamos olhar para o exemplo do Papa e fazer um exame de consciência para saber como está o nosso respeito por Cristo presente na Eucaristia.

Fonte: http://atanasiano.blogspot.com/2010/06/pe-paulo-ricardo-testemunha-em-favor-da.html

Por fim, gostaria de ressaltar que tanto o IGMR como as instruções da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, fazem sempre alusão a "de acordo com as normas estabelecidas pela conferência episcopal", fiquemos atentos a isso. É preciso ainda deixar claro, que ninguém é maior ou menor pela forma como recebe a eucaristia (fisicamente falando). Algo importante de salientar também é que se deve obedecer o pároco e evitar intrigas, uma vez que nenhuma das formas é proibida.

Comentários? Dúvidas?

Abraços...


Última edição por Renan em Seg 1 Ago - 17:06, editado 3 vez(es)

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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por Ana Beatriz Ries em Sex 29 Jul - 17:59

Definitivamente.... de joelhos e na boca!!! posto um video do Mons. Athanasius Schneider - Obra dos Santos Anjos q escreveu excelente livro sobre o assunto.. eu tenho o livro se alguem quiser emprestado...
fiquem com Deus
ana

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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por Karina Estrela em Sab 30 Jul - 12:16

Graças aos exemplos que tive na Comunidade Católica da UnB, agora tenho o costume de sempre comungar de joelhos e na boca.

=)
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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por André Luiz Botelho em Dom 31 Jul - 11:42


[92.] Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.



É lamentável, mas uma vez, um padre, em uma outra cidade, não aceitou ministrar a eucaristia a mim diretamente na boca. Quando me aproximei para comungar, ele fechou a cara e fallou "NA MÃO", e só então me entregou a eucaristia. Fiquei extremamente constrangido e achando que eu é que estava errado, e que talvez fosse o inverso, que receber na mão fosse a regra e boca a exceção.
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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por Claudinha em Seg 1 Ago - 16:39

Nossa Igreja é rica no cuidado com Cristo presente na Eucaristia...
Vim adquirir esse hábito não faz muito tempo, de receber de joelhos, e tenho me sentido muito bem por render ao Senhor a devida adoração antes de recebê-lo na Eucaristia. Quanto a receber na boca, acho fundamental. É inevitável que fique alguma partícula na mão ou dedos...o valor delas é que não podemos esquecer! Ao comungarmos na boca, diminuímos em muito qualquer possibilidade de perdermos parte do próprio Cristo!
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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por Chocanjo em Qui 4 Ago - 15:30

Amados!!!!

Gostei muito dos comentários, acho pertinente o tema e venho deixar minha opinião após um estudo feito junto com o Frei Marcos ( Santuário Jardim da Imaculada ) onde estudamos o valor da eucaristia.

Concordo 90% com o que foi dito, e 100% com a declaração do Padre Paulo Ricardo onde ele ressalta a importância de saber o porque você está ali, e o que irá receber.

Como receber atualmente vai de cada fiel, eu particularmente penso que na boca é a melhor forma, pois por vezes sentimos que nossos corações não estão tão puros a ponto de receber Jesus diga lá nossas mãos que podem não estar tão puras para acomodar o salvador. Já ficar de joelhos é opcional, desde de que se proste em espírito e em verdade em direção a Cristo Jesus.

Lembrando o forte exemplo que o beato João Paulo II nos deixou lindamente traduzido em uma canção em sua homenagem feita por Dalvimar Galo onde ressalta com propiedade...

'' A fé não está no corpo que se inclina, mas está na alma do que crê ''

Fiquemos com a certeza de que somos escolhidos e separados para ter a graça de receber e ser um só coração com o filho de Deus. No momento da comunhão temos a missão de amar por aqueles que não o amam, adorar por aqueles que não adoram, e esperar por quem não espera por Ele, pois na hora da consagração não será mais pão, será Deus presente, o cordeiro imolado sobre o altar, e não será mais vinho, será o sague do Senhor que nos liberta, e cura o nosso coração da dor.



forte abraço a todos permaneçam com Deus...





PAZ E BEM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!afro !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por Kelsen em Sex 5 Ago - 14:49

é... por vezes fui quase que... "xacotado" hahahaha até por membros da minha banda (né Renanzinho?) quando uma vez dei xilique pq não queria receber na mão hahahaha. Sabe o que me preocupa? Agora vão aparecer 690 mil visualizações deste post com pessoas "pedindo" para que o tópico seja encerrado, retirado, mas ainda assim quem acha contra receber na boca não vai aparecer pra se manifestar e expor seus pensamentos em torno disso e clarear nossas ideias no outro lado (nem acredito que tem como).
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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por JuhninhofCN em Dom 7 Ago - 4:44

O catecismo de Tento nos traz que
A comunhão na mão só foi permitida em situações de grave necessidade em locais onde a Igreja sofria perseguição.
Ainda no Catecismo de Trento encontramos as seguintes afirmações:

Corolário: Leigos não podem tocar nos vasos sagrados.

Ora, os leigos não podem tocar nos vasos sagrados, pois estes são utilizados para o sacrifício da Missa recebendo diretamente o santíssimo corpo de Cristo. Se não podem tocar nos vasos sagrados, o que dizer a respeito do Corpo de Cristo?

Assim, continua o catecismo:

De mais a mais, com intuito de salvaguardar, sob todos os aspectos, a dignidade de tão augusto Sacramento, não se deu unicamente aos sacerdotes o poder de administrá-los: como também se proibiu, por lei eclesiástica, que, salvo grave necessidade, ninguém sem Ordens Sacras ousasse tomar em mãos ou tocar vasos sagrados, panos de linho, e outros objetos necessários à feitura da Eucaristia.

No Vaticano II a comunhão se determinou que seria possível dar a comunhão na mão, para quem preferisse assim. Era uma concessão e uma exceção. Porém infelizmente se tornou um hábito.

Vejo que a afirmação de comungar na boca é mais perfeita, é evidente, pois evita muitas possibilidades de sacrilégio, pela perda de partículas consagradas, já que Nosso Senhor está inteira e realmente presente, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, em qualquer partícula da Hóstia Consagrada.

Na boca e de joelhos não podemos relativizar no nosso bem maior que é a Hóstia Consagrada!

Paz e Bem!
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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por everton2040 em Seg 8 Ago - 9:09

Para enriquecer ainda mais a discussão e o aprendizado...coloco um texto que postei em meu blog, em resposta à dúvida de uma leitora.

Nome: Fernanda C. Rocha Vitturi

Religião: Católica

Cidade: São José do Rio Preto / SP

Dúvida - Por que foi permitido pela igreja o recebimento da
comunhão nas mãos? Se é o próprio Deus que se faz presente na
Eucaristia, que sentido faz recebê-lo em pé?É possível reverenciá-lo,
recebendo-o em pé?
Há possibilidade de se proibir a comunhão nas mãos?

Primeiramente, agradeço a pergunta e a confiança depositada em nós, humildes servos de Jesus e da Igreja.

Precisar com certeza sobre os “motivos que levaram a Igreja a aceitar o
recebimento da Eucaristia nas mãos”, é algo um pouco complicado, pois a
situação histórica em que se encontrava a fé católica no período pós
conciliar, não era idêntica em todos os países. No entanto, podemos
fazer algumas observações e reflexões para tentar entender um pouco do
assunto.

Após o Concílio Vaticano II, mais especificamente, após a
aprovação do Novus Ordo (A Missa Nova), houve muitas confusões a
respeito da liturgia, enquanto uns eram contra o Rito Novo, alegando que
a Missa Nova era inválida, provocando diversos cismas, outros caiam no
outro extremo, no erro e na heresia de achar que agora a Missa não era
sacrifício, que agora se “tornou um show” (como vemos ainda hoje em
muitas paróquias e rincões no Brasil afora).

Dentre esses erros, confusões, e equívocos que sucederam o Concílio
Vaticano II, a catequese tornou-se falha, e essa falha permanece até
hoje, haja em vista o número de “católicos” que possuem opiniões
divergentes do Ensino Oficial da Santa Igreja de Cristo.

Por conseqüência da catequese falha, em diversos lugares, muitos
desaprenderam o “modo correto de comungar”(De joelhos, com a cabeça
levemente inclinada, e com a língua para fora, de modo que o Ministro
coloque a partícula consagrada na ponta da língua, sem tocar na boca ou
na língua da pessoa), e passaram a comungar de maneira incorreta, por
vezes tocando na mão do ministro e molhando-lhes as mãos com sua saliva.
Isto gerou problemas higiênicos.

Em outros lugares, surgiu-se a interpretação errônea e modernista
(beirando a heresia), de que receber a Eucaristia na mão é mais digno do
que receber diretamente na boca.

Como dito anteriormente, é difícil precisar o motivo que levou cada
país, ou cada diocese, as vezes, em dioceses vizinhas, os motivos podem
ser totalmente diferentes.

Algumas Conferências Episcopais, e alguns bispos, solicitaram da Santa
Sé a permissão para distribuir a Eucaristia entregando-a nas mãos das
pessoas, até que, em 1969, a Sagrada Congregação para o Culto Divino,
publicou a Memoriale Domini, ressaltando que a forma digna e
tradicional de recebê-la, é recebendo-a diretamente na boca. No mesmo
documento, foi colocada uma pesquisa feita pela Santa Sé, interrogando
os bispos da Igreja.

As perguntas, e o resultado das pesquisas foram os seguintes:

1. Você acha que
se deve dar atenção ao desejo de que, além da maneira tradicional, deve
ser admitido o ritual de recebimento da Santa Comunhão nas mãos?



Sim: 597


Não: 1.233


Sim, mas com reservas: 315


Votos inválidos: 20


2. É de seu
desejo que esse novo ritual seja primeiramente experimentado em pequenas
comunidades, com o consentimento dos bispos?



Sim: 751


Não: 1.215


Votos inválidos: 70


3. Você acha que os fiéis receberão bem esse novo ritual, após uma adequada preparação catequética?


Sim: 835


Não: 1.185


Votos inválidos: 128

O documento então continua: “A partir dessas respostas, fica claro que a vasta maioria dos Bispos crê que a disciplina atual não deve ser modificada, e caso viesse, que a mudança seria ofensiva aos sentimentos e à cultura espiritual desses Bispos e de muitos dos fiéis.”

Porém, o mesmo documento, dizia mais adiante que, nos lugares onde a
prática (até então ilegítima) prevalecesse, caberia às Conferências
Episcopais examinar com cuidado e cautela a situação, e, através de voto
secreto, decidir se a prática deve ser adotada ou não, sempre, para
isso, necessitando da aprovação da Santa Sé para a regularização da
situação.

Para o Brasil, após análise da proposta encaminhada pela CNBB, a aprovação da comunhão nas mãos se deu através de uma Concessão, datada de 05/03/1975,
onde a Santa Sé deixou para que cada bispo decidisse sobre a nova
prática em sua diocese, ou seja, onde o bispo permitisse, poderiam os
fiéis optarem em receber a Sagrada Eucaristia nas mãos, ao invés da
prática tradicional, onde o bispo não permitisse, a única prática válida
seria a forma tradicional, de receber a Eucaristia diretamente na boca.

Antes de entrarmos na segunda questão proposta, precisamos de algumas observações:

Ambos os documentos, assim como todos os demais Documentos da Igreja,
deixam claro que, a comunhão na mão, é opcional, é “exceção”, aceita em
algumas dioceses, por motivos pastorais, depois de prudentemente
analisadas pela Conferência Episcopal, e autorizadas pela Santa Sé.
Nunca é a regra.

A forma mais digna, respeitosa, tradicional e louvável de receber a
Sagrada Eucaristia continua a ser de de joelhos e diretamente na boca.

“Esse método de distribuição da Santa Comunhão deve ser conservado,
levando-se em consideração a situação atual da Igreja em todo o mundo,
não apenas porque possui por trás de si muitos séculos de tradição, mas
especialmente porque expressa a reverência do fiel pela Eucaristia.” (Memoriale Domini)


“Além do mais, a prática que deve ser considerada a tradicional
assegura, mais efetivamente, que a Santa Comunhão seja distribuída com o
devido respeito, decoro e dignidade. Remove o perigo de profanação das
sagradas espécies, nas quais "de modo único, Cristo, Deus e homem, está
presente, inteiro e íntegro, substancialmente e continuamente".
Finalmente, ela assegura aquele diligente cuidado com os fragmentos do
pão consagrado que a Igreja sempre recomendou: "O que permitistes cair,
pensa nele como se tivesses perdido um de teus membros".(Memoriale Domini)


Vale lembrar que, a comunhão na mão, precisa de autorização do bispo,
enquanto que a norma universal é, recebê-la diretamente na boca e de
joelhos. Assim, é sempre bom frisar que, o incentivo à comunhão nas
mãos, é um erro modernista, haja em vista que trata-se APENAS de uma
permissão, a regra sempre foi, e continua sendo, a comunhão diretamente
na boca do fiel, estando esse ajoelhado, já que, este gesto “expressa a reverência do fiel pela Eucaristia” (Memoriale Domini)

Do Catecismo de São Pio X:

640) Como devemos apresentar-nos no ato de receber a sagrada Comunhão?

No ato de receber a sagrada Comunhão devemos estar de joelhos, com a
cabeça medianamente levantada, com os olhos modestos e voltados para a
sagrada Hóstia, com a boca suficientemente aberta e com a língua um
pouco estendida sobre o lábio inferior. Senhoras e meninas devem estar
com a cabeça coberta. (1)


Após essas observações, podemos então passar para a segunda parte de tuas perguntas:

Se é o próprio Deus que se faz presente na Eucaristia, que sentido
faz recebê-lo em pé? É possível reverenciá-lo, recebendo-o em pé?


De fato, diante do Senhor, todo joelho se dobra, no céu, na terra e nos infernos (Cf Fl 2,10).

E é com essa profunda adoração e respeito, que a Igreja, Mãe e Mestra da
Verdade, continua a ensinar que a maneira mais digna de receber a
Sagrada Eucaristia é, estando de joelhos recebê-la diretamente na boca,
já que trata-se de um Dogma de Fé a presença substancial do próprio
Deus, na aparências do pão e do vinho consagrados.

Porém, a mesma Igreja, Sacramento Universal da Salvação, declara que é
lícito, nas diocese onde o bispo concedeu a autorização, recebê-la
também em pé, e nas mãos, sem que ninguém o proiba desse direito.

Enumero, abaixo, alguns motivos que podem levar uma pessoa consciente do
valor Eucarístico e da dignidade da prática tradicional, a receber a
comunhão nas mãos, ao invés de demonstrar mais sensivelmente sua
adoração ao próprio Jesus Sacramentado dobrando seus joelhos:



  • A higiene, já que, infelizmente, muitos ministros
    extraordinários (e as vezes até alguns ordinários) não sabem distribuir a
    comunhão corretamente, e acabam “tocando” na boca do fiel. Assim, pois,
    é até recomendável receber a comunhão nas mãos, quando se sabe ser um
    ministro o qual isso possa acontecer.
  • A má formação catequética e litúrgica dos fiéis, já que muitos, ao
    invés de levantar a cabeça, e colocar a língua para fora, ficam com a
    boca fechada, e querem como que “morder” a Eucaristia, como um cachorro
    morde um osso, o que as vezes pode também levar o ministro (ordinário ou
    extraordinário) a tocar na boca do fiel, causando novamente, problemas
    de higiene.
  • Doenças, feridas ou enfermidades na boca (aftas,e outras). Seria
    constrangedor e pouco higiênico para o ministro, e mesmo para aqueles
    que estão atrás da pessoa na fila.
  • Falta de espaço, principalmente em capelas pequenas; as vezes, o
    número e o movimento de pessoas é tanto, que dificultam a atitude de
    ajoelhar-se

Enfim, há diversos motivos que podem justificar a atitude do fiel, de
optar por receber a comunhão em pé (nas dioceses onde o bispo
autorizar), porém, a grande maioria recebe a Eucaristia de pé porque,
infelizmente, não foram ensinados sobre a beleza tradicional presente no
ato de ajoelhar-se.

O errado é receber diretamente nas mãos achando que essa permissão se
tornou regra ignorando a maneira mais tradicional e perfeita de
comungar, ou, pior ainda, achando que a comunhão de joelhos “é coisa do
passado” (o que além de ser equívoco, trata-se de heresia modernista).

Devemos ensinar sempre somente aquilo que ensina a Santa Igreja,
deixando sempre claro que, embora a maneira mais digna e recomendável de
comungar seja de joelhos e recebendo a Eucaristia diretamente na boca,
aqueles que, por algum motivo justo, e sem perderem a adoração profunda e
o respeito devido, optarem por receber a Eucaristia nas mãos e em pé,
não estão cometendo nenhum tipo de pecado.

Em resumo, diante da tua pergunta, mesmo sabendo que a “Comunhão na mão enfraquece a devoção”(2)
e que o Santo Padre está distribuindo somente a comunhão de joelhos aos
fiéis, por demonstrar mais respeito à Sagrada Eucaritia (3), é possível
sim, reverenciar a Jesus Sacramentado, mesmo recebendo-o de pé; um fiel
consciente, pode optar por receber a comunhão dessa maneira nas
situações em que julgar oportunas e adequadas. Se não fosse possível, a
Igreja não teria dado essa permissão.

Convém lembrar que, como dito no parágrafo acima, a NINGUÉM compete
julgar os que querem receber a comunhão em pé, é o fiel quem deve
decidir se vai comungar de joelhos ou de pé, na boca ou na mão. E o
ministro deve dar-lhe a comunhão, independente da posição do seu corpo.

“Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por
exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de
pé.”(Redemptionis Sacramentum)


Quanto a terceira pergunta:

Há possibilidade de se proibir a comunhão nas mãos?

Conforme analisado, e exposto acima, a comunhão nas mãos é uma
permissão, a regra sempre foi, e continua sendo, comungar de joelhos,
recebendo a Eucaristia diretamente na boca.

Conforme consta na Concessão dada ao Brasil, datada de 05/03/1975, fica a critério do bispo diocesano a permissão ou a proibição.

Assim, se o bispo não autorizar, todos devem, obrigatoriamente, receber a comunhão na boca.

Se o bispo autorizar, os fiéis podem optar em receber a comunhão em pé e nas mãos, sendo que, mesmo nesses casos “os
fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão, ao
contrário, ficarão plenamente livres para comungar de um ou de outro
modo. o”(nº 7).


Espero ter ajudado a esclarecer tuas dúvidas

Seu irmão em Cristo,

Everton do N. Siqueira
iesusdominus.com.br

Referências:

(1) - Hoje não é
mais obrigatório o uso do véu para as senhoras e meninas, tornou-se
opcional, embora seja extremamente recomendável o seu uso.



(2) Conf. Prólogo do livro "Dominus
Est: Pensamentos de um Bispo da Ásia Central sobre a Sagrada
Eucaristia" escrito pelo Bispo Auxiliar de Karaganda, Dom Athanasius
Schneider, e editado pela livraria do Vaticano eem janeiro de 2008.


(3) Conforme diversas notícias relatadas em sites e jornais católicos e seculares.

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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por Renato Chagas em Seg 28 Nov - 21:14

Bem, depois de tantas referências, o que posso dizer??
Também passei por um processo de formação e conversão que me fez deixar de receber a comunhão de pé e nas mãos, para recebê-la de joelhos e na boca. No entanto, como alguns irmãos, já fui repreendido mais de uma vez por isso, chegando inclusive a algumas bizarrices do padre negar a comunhão pra mim quando fui recebê-la desse modo (que é o ordinário)!
Agora, toda vez que algo do tipo ocorre, faço questão de questionar o padre após a celebração. Recomendo que todos passemos a fazer a mesma coisa. Precisamos começar a nos manifestar, mostrando que estamos cientes sobre o que a Igreja ensina!

Em Cristo,
Renato.

Renato Chagas
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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por RafaelSousa em Qua 28 Dez - 16:29

Eu, sempre que posso, comungo de joelhos e na boca. Quando não dá, faço a reverência e recebo na boca. Porém faz-se necessário lembrar que receber na mão também é algo antigo. Assim nos diz São Cirilo de Jerusalém em suas obra "Catequeses Mistagógicas" (século IV):

"Ao te aproximares [da comunhão], não vás com as palmas das mãos estendidas, nem com os dedos separados; mas faze com a mão esquerda um trono para a direita como quem deve receber um Rei e no côncavo da mão espalmada recebe o corpo de Cristo, dizendo: «Amém». Com segurança, então, santificando teus olhos pelo contato do corpo sagrado, toma-o e cuida de nada se perder. Pois se algo perderes é como se tivesses perdido um dos próprios membros. Dize-me, se alguém te oferecesse lâminas de ouro, não as guardarias com toda segurança, cuidando que nada delas se perdesse e fosses prejudicado? Não cuidarás, pois, com muito mais segurança de um objeto mais precioso que ouro e pedras preciosas, para dele não perderes uma migalha sequer?"
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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por Renato Chagas em Qua 28 Dez - 17:15

Rafael, de fato.

Porém, o Espírito Santo vai nos guiando e aperfeiçoando o nosso entendimento e as nossas práticas, para que sejam mais próximas à perfeição.

Nesse sentido, cito o texto da entrevista com o Pe. Paulo Ricardo (que até já foi comentado acima) e uma palestra que assisti, na qual se mostrava a foto de uma luva que acabara de receber uma hóstia (não consagrada)… após a hóstia ter sido tirada da luva preta, percebia-se claramente as partículas brancas da referida hóstia sobre a superfície da luva! Portanto, melhor não arriscar cometer sacrilégio e deixar Nosso Senhor nessa infeliz situação.

Link - entrevista Pe. Paulo Ricardo: http://www.salvemaliturgia.com/2010/03/entrevista-com-pe-paulo-ricardo.html

TRANSCRIÇÃO DO TEXTO:

6. O Santo Padre Bento restaurou, recentemente, a Comunhão de joelhos e na boca em suas Missas celebradas em Roma. Muitos se surpreenderam com essa atitude do Papa. O que pensar disso?

Eu devo confessar uma coisa: eu, durante vários anos como padre, insisti terminantemente que as pessoas comungassem na mão, devido aos meus estudos. Eu estudei as catequeses mistagógicas de São Cirilo, e lá ele ensina a comungar na mão. E eu insistia nisso, porque afinal das contas, são os Santos Padres que estão nos ensinando; é a volta às fontes. E eu insistia nisso, e ficava até com raiva quando um seminarista vinha comungar na boca. Mas vejam: eu sou canonista, e também sabia que o seminarista tinha o direito de receber a comunhão na boca. Por isso, eu não proibia, só ficava incomodado. Tudo isso era o que eu lutava e cria até a pouco tempo atrás, até que Bento XVI me deu uma rasteira.

Bento XVI começou a dar a comunhão na Liturgia do Papa para os fiéis de joelhos, num genuflexório e na boca. Eu fiquei inicialmente chocado com aquilo, até que eu fui estudar. Por que ele é Papa! Se ele está tomando uma atitude, alguma razão tem. Então eu fui estudar quais são as razões, e como é que surgiu a comunhão na mão.

A primeira coisa que me espantou: descobri que a comunhão na mão - que é algo que podemos fazer, porque foi permitido – ela é uma excessão, segundo a lei canônica; ou seja, canonicamente a forma normal, comum, corriqueira , de se comungar, é na boca. É isso que foi colocado na legislação por Paulo VI e está nas várias legislações de João Paulo II. Mas desde que Paulo VI concedeu a comunhão na mão, ela é claramente uma exceção, permitam-me a redundância, excepcionalíssima. Vamos ficar com a verdade: a atual legislação da Igreja diz que a comunhão normal é na boca.

No Missal de Paulo VI , quando ele foi aprovado em 1969 e 1970 – são as primeiras aprovações do Missal que nós celebramos – não existe nenhuma referência à comunhão na mão. A coisa surgiu depois. E investigando, eu descobri que nos países do Norte da Europa – Holanda, Alemanha... – o pessoal começou a comungar na mão por iniciativa própria, por desobediência. O Papa ficou sabendo, e o Vaticano disse: parem com isso! Mas o pessoal continuou. Então chegou uma hora em que, para não ter uma rebelião em massa, o Vaticano deu uma autorização as Conferências Episcopais – como a CNBB, aqui no Brasil, por exemplo – para que elas, se acharem oportuno, peçam permissão a Santa Sé e a Santa Sé então dá permissão para a Conferência receber a comunhão na mão; mas o normal continua sendo a comunhão na boca. E isso eu descobri lendo um livro de um Arcebispo que foi responsável por toda a Reforma Litúrgica: Dom Annibale Bugnini (La Riforma Liturgica 1948 – 1975, Roma: CVL). Foi ele o chefe da comissão responsável por elaborar o Missal que nós temos hoje. E isso ele disse claramente, é ele que narra; eu não ouvi isso de uma fofoca.

Quais são as razões de Bento XVI agora estar dando a comunhão na boca e de joelhos? O Papa já falou algumas vezes, quando ele era cardeal, e ultimamente ele tem falado através dos seus ajudantes. Portanto, as informações que vou passar aqui são de ajudantes do Papa, como seu mestre de cerimônias, Mons. Guido Marini; o ex-secretario da Congregação para o Culto Divino, Dom Ranjith, e o atual Prefeito da Congregação para o Culto Divino, cardeal Cañizares. O Papa acha que nós estamos correndo um risco muito grande de perder a devoção e a fé na Eucaristia. Infelizmente, em alguns lugares da Igreja, a Presença Real de Jesus na Eucaristia está se tornando uma piada: ninguém acredita mais.

São Cirilo de Jerusalém, em suas Catequeses Mistagógicas, recomendava aos seus fiéis que recebessem a comunhão nas mãos, e eu não estou recriminando isso: não é pecado receber a comunhão na mão. Mas São Cirilo não vive nos nossos dias, e eu duvido que na época dele houvesse esse tipo de escândalo que existe hoje, de gente que perdeu a fé na Presença Real de Jesus na Eucaristia. Isso é muito grave e nós precisamos fazer alguma coisa.

Não é uma questão de arqueologia litúrgica: se formos fazer arqueologia, é evidente que a comunhão na mão é muito mais antiga, é muito mais tradicional, do que a comunhão de joelhos e na boca. Mas o problema é que nós estamos em uma época em que a Presença Real de Jesus na Eucaristia está sendo esquecida, deixada de lado, e isso mudou a minha opinião: o Papa tem razão. Uma pessoa que recebe a comunhão de joelhos está se inclinando diante da Majestade de Deus: Deus é Deus, eu não sou nada. A pessoa que está recebendo a Comunhão na boca porque até a migalha mais pequenina da Hóstia Consagrada é preciosa; não somente é pedagógico, mas é verdadeiramente adoração, é verdadeira devoção eucarística, é verdadeira entrega a Deus.

Nos tempos que correm, nós não podemos nos dar ao luxo de arqueologismos litúrgicos. No primeiro milênio não tinha comunhão na boca, mas também não tinha herege que não acreditava na Presença Real de Jesus na Eucaristia. Nós estamos em um tempo diferente, e a Igreja evolui também na sua forma de demonstrar devoção a Cristo. Foi de mil anos para cá que começaram aquelas heresias que negaram a Presença de Cristo na Eucaristia que culminaram com a reforma protestante, que a negou de vez, e agora estamos nessa situação.

O Papa está nos dando exemplo de devoção eucarística, de verdadeira união a tradição da Igreja, mas uma tradição que sabe evoluir ao longo dos tempos; a Igreja sabe, como mãe e mestra, colocar o remédio certo na hora certa. E em um tempo em que, infelizmente, acontecem abusos e padres que perdem a fé na Presença de Jesus na Eucaristia, a Igreja como mãe e mestra quer renovar essa fé.

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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

Mensagem por RafaelSousa em Qua 28 Dez - 17:41

Renato, como eu disse antes, eu mesmo prefiro comungar de joelhos. E recomendo aos outros igualmente.

O que disse é que não devemos cair no erro de achar que receber a comunhão de pé e na mão é errado, pois não é. E como disse, este costume é igualmente antigo.

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Re: Comungar de joelhos ou em pé? Na mão ou na boca?

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