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Padres sem batina.

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Padres sem batina. - Página 2 Empty Padres sem batina.

Mensagem por Renan em Qua 27 Abr - 17:21

Relembrando a primeira mensagem :

Vi esse trecho de uma entrevista do Padre Marcelo à Veja:

"A batina é a maior identidade sacerdotal. Acho um perigo não usá-la. A batina impõe respeito, é uma proteção - inclusive contra o assédio das mulheres. Você não imagina a quantidade de besteiras que eu ouço. (...) Algumas mulheres conseguem até o número do meu celular. Já alertei o Fábio para que não deixasse de usar a batina. E ele está usando, por acaso? Bem se vê que eu não tenho influência sobre ele".

O que você acha dos padres ficarem andando por aí como se fossem leigos?

Abraços...

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Portanto, o amor é o pleno cumprimento da lei. (Rm 13,10)

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Padres sem batina. - Página 2 Empty Re: Padres sem batina.

Mensagem por Leosukita em Sex 3 Jun - 16:29

Tomei uma alfinetada. Pode isso Arnaldo?
mas comentando bem legal os videos, eu ainda sou adepto de que suas ações devem
falar mais que sua imagem.
Faço questão de não andar mais com nenhum símbolo para que não seja
pre-julgado pela imagem e sim pelas ações, e acho que um padre q vai ver um filme
pro golfe sei lá não precisa andar paramentado.
Mas quando ele vai visitar uma familia, viajar, andar na rua quando não está de "folga" está de "serviço" e portanto deveria ir paramentado.

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Padres sem batina. - Página 2 Empty Re: Padres sem batina.

Mensagem por Fabão em Qui 9 Jun - 13:30

Opinião de quem usa:

O Hábito não faz o monge… o santifica!

Certamente alguns dos que lêem este texto agora, irão lembrar-se de sua infância. Um grupo de crianças brinca na rua, sem perigo de violência ou preocupação com maldades. Canções de roda, ou de pular corda enchem o ar do bairro de uma alegria pura, inocente. Lá ao longe se avista aquele distinto senhor. Todos o identificam rápida e facilmente: um chapéu preto e redondo, nas mãos um breviário; vestindo sua batina preta e surrada; talvez cerzida em alguns pontos e até desbotada. Todos já sabem: “aí vem o ‘seu’ vigário!” A ele as crianças acorrem para pedir uma bênção e ganhar um ‘santinho’ ou um doce, sem risco de pedofilia.
Este sacerdote segue seu caminho e, certamente, o encontraremos visitando uma família, ou confortando um enfermo pela Extrema Unção, ou, quem sabe, na sua Paróquia de joelhos na nave central da Igreja, diante do Sacrário, ou ainda, dentro de um confessionário.

Onde estão estes padres hoje?

Sl 76(77)
–8 Será que Deus vai rejeitar-nos para sempre? *
E nunca mais nos há de dar o seu favor?
–9 Por acaso, seu amor foi esgotado? *
Sua promessa, afinal, terá falhado?
–10 Será que Deus se esqueceu de ter piedade? *
Será que a ira lhe fechou o coração?
–11 Eu confesso que é esta a minha dor: *
'A mão de Deus não é a mesma: está mudada!'

“A mão de Deus não é a mesma: está mudada!” Está mudada porque aqueles que deveriam ser as mãos, os pés, os lábios, os braços de Nosso Senhor na terra, os padres, estão mudados.

Há quem diga esta famigerada frase: “O hábito não faz o monge”. Esta frase é profundamente tola, pois se trata de uma falácia! Certa vez, conversando com algumas daquelas pessoas que acham que o padre é um homem comum e que, por isso, deve se vestir como um homem comum para ‘dialogar’ com o mundo moderno, ouvi este absurdo: “A batina não é o mais importante, mas o sacerdócio que o padre recebeu. Ele vai ser mais padre ou menos padre por estar de batina?” Então eu respondi: “Mas é claro que não! O sacerdócio é muito maior que uma simples veste. E a Igreja NUNCA afirmou coisa em contrário. Mas, agora, permita-me fazer duas perguntas: a faca é um utensílio tão necessário em nosso dia-a-dia; utilizada para picar, descascar e cortar. Mas ela também é capaz de tirar uma vida. Você a deixaria de usar definitivamente por causa disso? Você deixaria de dirigir o seu carro, mesmo sabendo que ele, um dia, pode atropelar e matar alguém, ou, num acidente, matar a você mesmo?” Obviamente que a resposta foi “Não”. É claro que sabemos que a batina não é o fundamento da nossa fé, esperança e caridade; A batina não é o centro da vida da Igreja; Eu não vou ser mais padre por estar de batina. Tudo isso já sabemos. Contudo nada disso justifica o desuso da mesma. Da mesma forma que tenho que ter a consciência de utilizar uma faca ou dirigir o meu automóvel com sabedoria e prudência, devo saber utilizar a batina com a mesma sabedoria, prudência e, sobretudo, humildade. Não adianta ser um “cavalo de batina”!

A batina nos impõe um COMPROMISSO solene e terrível. Quando estou revestido do sagrado hábito devo agir com prudência. Devo medir minhas palavras e gestos. Não devo me sentar de qualquer forma. Não devo andar de qualquer forma. Não devo subir ou descer escadas de qualquer forma. Estando de batina devemos pensar muito sobre nossas atitudes e palavras! Não posso me esquecer que todos os olhos estarão voltados para mim. Devo ser um exemplo no agir, no falar, enfim, em tudo. Usando o sagrado hábito não posso me esquecer de que carrego comigo a responsabilidade de toda uma instituição, e não apenas de uma pessoa física! Tudo o que o padre faz, já dizem logo que é a Igreja que faz! Por isso não se deve usar a batina de qualquer forma. Aliás, este é o motivo pelo qual muitos padres hoje não querem usá-la. Sob uma FALSA modéstia dizem: “não uso para não chamar atenção”. Isso é uma desculpa esfarrapada! A VERDADE é que não querem usá-la (e nem ao menos o Clergyman) para não serem identificados e, portanto, não serem incomodados. SEMPRE que estou de batina na rua aparece alguém pedindo uma bênção, ou para tirar uma dúvida ou até para desabafar! Já ouvi inclusive uma confissão (literalmente auricular) na Linha 1 do Metrô! Mas, é claro, que é muito mais cômodo estar no meio da rua e não ser identificado. Conheci sacerdotes que me chamaram atenção porque eu os chamei de “padre” no meio da rua! Fui imediatamente repreendido (e não foi em nome de Jesus): “Por favor, na rua me chame pelo meu nome”. A questão é que revestido do Clergyman ou Batina ‘fica mal’ ele parar num bar e tomar uma cerveja; ‘fica mal’ ele fumar quase um maço de cigarro; ‘fica mal’ ele não controlar os seus olhares apetitosos para uma bela moça (ou, quem sabe, um rapaz) na rua. Há até padres que, movidos pela Passione, deixam de celebrar a Santa Missa e mandam um Ministro Extraordinário fazer uma celebração em seu lugar…

Certa vez, fazendo uma meditação, me perguntei por que a batina incomoda tanta gente. E logo – ironicamente – me veio uma antiga musiquinha à mente; claro que com as devidas adaptações não-pastorais:

“Um elefante incomoda muita gente.
Uma batina incomoda, incomoda, incomoda muito mais!”

Não sou um psicólogo, contudo minha meditação me fez chegar à seguinte conclusão: creio que exista aqui uma questão de CONSCIÊNCIA. Por isso a batina incomoda tanto.

· Alguns não a usam porque tem consciência de que não possuem nem a força espiritual e nem a volitiva quer seja imanente ou emanente de se portarem como o hábito exigiria. Só de pensar, isso já causa neles certa repulsa.

· Outros têm consciência de sua falta de disciplina e de ascese. Parece-me que quase não há mais hoje em dia a pré-disposição a “oferecer sacrifícios de amor a Nosso Senhor” como outrora faziam os santos. Hoje todos buscam o mais cômodo o mais confortável: é a busca incessante pelo bem-estar!

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram.”
(Mt 7, 13-14)

· Há aqueles sacerdotes que NÃO USAM o hábito, mas adoram comentar e criticar os que usam; estes senhores, bem no fundo de suas almas, sentem o incômodo da consciência, porque sabem que a presença daquele hábito é para eles uma constante lembrança de suas infidelidades e que deveriam viver a sua consagração com mais dedicação.

Mas a batina não atinge apenas a consciência dos ministros ordenados, mas igualmente a dos leigos. Vejamos alguns exemplos:

· Um sacerdote que passa de batina nas ruas faz aquele que está afastado da Igreja há algum tempo lembrar que ele precisa se reconciliar com Deus; Às vezes a pessoa está em seus afazeres diários e nem está pensando em Deus; mas ao ver aquele padre passar, DUVIDO que dentro de sua cabeça e de seu coração a vozinha da consciência não diga “já faz tempo que você não vai à Igreja” ou “você tem tanto tempo pra tudo… precisa de um tempo para Deus também”.

· Até mesmo os ateus ou os hereges sentem a consciência arder quando um sacerdote passa de batina. Nem que seja para dar-lhe um olhar de desdém ou cantarolar uma música pentecostal (que não é, em absoluto, para louvar a Deus, mas, antes, para ‘provocar’ o padre). Se eles REALMENTE não ligassem e não se importassem, ficariam em silêncio e ignorariam o sacerdote. Se fazem algum gesto, por menor que seja, é porque algo dentro deles diz: “você está errado e precisa de conversão!”

O irônico da história toda é que os que julgam ser o hábito eclesiástico somente uma exterioridade são, na sua maioria, pessoas superficiais. Se perguntarmos a eles qual é o significado do hábito talar, por certo não saberão dizê-lo. Pelo contrário vão logo dizer: “isso é coisa do passado” ou ainda “isso não se usa mais”. São Ignorantes da LEI de sua própria Igreja (Código de Direito Canônico) que diz:

Cân. 284 - Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pelas conferências dos Bispos e com os legítimos costumes locais.

Nota de rodapé do cânone 284: Após entendimentos laboriosos com a Santa Sé, ficou determinado que os clérigos usem, no Brasil, um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman” (camisa clerical) ou “batina”.

A batina é um sinal de consagração a Deus. Sua cor negra é sinal de luto. O padre morreu para o mundo, porque tudo o que é mundano não lhe atrai mais. Ela é ornada de 33 botões na frente, representando a idade de Nosso Senhor. São 5 botões nas mangas, representando as 5 chagas de Nosso Senhor. Também possui 2 presilhas laterais que simbolizam a humanidade e a divindade de Nosso Senhor. O padre a usa com uma faixa na cintura, símbolo da castidade e do celibato. Algumas possuem mais 7 botões na parte superior do braço, simbolizando os 7 sacramentos, com os quais o padre conforta os fiéis.

A batina é, também, um santo remédio contra a vaidade. Enquanto um homem comum precisa gastar tempo em frente ao seu guarda-roupas ou a um espelho verificando se este paletó combina com aquela camisa ou se a cor da gravata está adequada, o padre veste sua batina e pronto. Nem precisa perguntar “o que eu vou vestir hoje?”. Sua roupa é uma só! Por isso ela também é símbolo de fidelidade e constância. Nos batizados, o padre usa a batina. Se for um casamento: batina! Se for um aniversário: batina! E se for um funeral? Batina! Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença… é sempre a mesma coisa. E não podia ser diferente, uma vez que o padre é o representante de Nosso Senhor Jesus Cristo que é o mesmo: ONTEM, HOJE e SEMPRE!

Aprendi em filosofia que expressamos no exterior o que há no interior. Aliás, essa idéia foi expressa por Nosso Senhor: “a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12,34). Talvez esteja aí a resposta para o desleixo e o desmazelo que há hoje na Igreja e no clero. Perdoe-me, caro leitor, se “pego pesado” demais. Mas penso que se a Igreja tivesse mantido a rígida disciplina do passado, metade do nosso atual clero não seriam padres hoje. Jesus conta uma parábola no Evangelho de São Lucas sobre um administrador INFIEL, que, ao ser descoberto, está prestes a perder seu emprego:

“O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha.” (Lc 16,3)

Tenho a impressão de que muitos sacerdotes vivem hoje do mesmo modo que esse administrador infiel. Como não se sentem capacitados para realizar outra atividade, por isso, se servem da Igreja. Vão “empurrando com a barriga” o seu ministério. Em nome de uma “simplicidade” cometem as maiores atrocidades: Missas celebradas de qualquer maneira; desrespeito às coisas sagradas; paramentos terrivelmente feios ou sujos; igrejas que mais parecem caixotes e não expressam piedade, etc. Parece que nem sequer acreditamos mais naquilo que fazemos. Hoje, por exemplo, eu estava de batina caminhando pelas ruas do centro da cidade. Passei por um seminarista e ele me cumprimentou: “E aí, padre? Beleza?”. A menos de cinqüenta metros à frente, um mendigo que estava sentado à porta de uma loja também me saudou: “a bença seu padre...”.

Salmo 73 (74)
...
-2 Recordai-vos deste povo que outrora adquiristes, † desta tribo que remistes para ser a vossa herança, * e do monte de Sião que escolhestes por morada!
–3 Dirigi-vos até lá para ver quanta ruína: * no santuário o inimigo destruiu todas as coisas;
–4 e, rugindo como feras, no local das grandes festas, * lá puseram suas bandeiras vossos ímpios inimigos.
–5 Pareciam lenhadores derrubando uma floresta, * 6 ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos.
...
–7 Ó Senhor, puseram fogo mesmo em vosso santuário! * Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais!
–8 Entre si eles diziam: 'Destruamos de uma vez!' * E os templos desta terra incendiaram totalmente.
–9 Já não vemos mais prodígios, já não temos mais profetas,* ninguém sabe, entre nós, até quando isto será!
–10 Até quando, Senhor Deus, vai blasfemar o inimigo? * Porventura ultrajará eternamente o vosso nome?
–11 Por que motivo retirais a vossa mão que nos ajuda? * Por que retendes escondido vosso braço poderoso?
...
–18 Recordai-vos, ó Senhor, das blasfêmias do inimigo * e de um povo insensato que mal diz o vosso nome!
–19 Não entregueis ao gavião a vossa ave indefesa, * não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres!

Termino dizendo uma frase que há muito eu disse num sermão: Não tenho medo dos lobos que vêm em pele de cordeiros… tenho medo daqueles que vêm em pele de pastores!

“Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos” (2Cor 4,8 )

Pe. Leonardo Holtz Peixoto

Fonte: http://www.obompastor.org.br/artigos/pt-br/h-bito-n-faz-monge-santifica

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Mensagem por André Luiz Botelho em Sex 10 Jun - 0:47

Que coragem para um padre publicar algo assim. Se tivessemos mais padres assim não apenas a Igreja seria diferente mais o mundo também. O discurso dele me lembra do zelo que São Paulo tanto demonstrou e exortou em suas cartas.
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Mensagem por Kelsen em Sab 11 Jun - 18:59

Leosukita eu ia mandar era vc tomar vergonha na cara e ir estudar de uma outra forma, mas a carta aí em cima já esclarece muita coisa pra muita gente. Aliás vejo isso que não seria problema algum pra gente como eu ou como você.

Fabão, obrigado. Vejo que ou entendo esse padre ou ele que me entende! Smile Apesar de tudo isso, um post que tem 27 respostas e foi visto mais de 360 vezes deve ter algum padre que viu ou ficou sabendo. Se achar conveniente e que não seja algum tipo de exposição seria legal ouvir a versão de um deles também. Procurei o Pe. Samuel da paróquia do Verbo Divino - Brasilia DF para escrever aqui, mas realmente ta complicado. Ele centraliza tanto as coisas pastorais que as vezes até adoece com isso. Ele não usa batina o tempo tempo nem nada e com seus bem mais de 70 anos seria legal ouvi-lo (ou lê-lo Smile ) também.

A propósito, segundo comentário do próprio moderador, fica aqui o convite para as pessoas que reclamaram do post - 27 respostas e foi visto mais de 360 vezes - para colocarem seus pontos de vista. Só assim tem crescimento. Podem existir comentários e explicações que nem passam em nossas mentes! É bom conhecer os dois lados da moeda sempre! O motivo de não usar batina para ficar perto dos jovens eu entendo mas não justifica pra mim. Como no texto acima e como eu disse, Jesus não se vestia de prostituta para falar com elas, nem de ladrão nem de nada (...)

Por exemplo, quando vou à São Luis - MA fico basbaquiado (é assim que escreve?) com os franciscanos de lá fritando na missa perto de seus 38ºC!!! O pior é que parece que acostuma mesmo com tanto calor e pano! Dá calor de ver, acreditem! Smile

Fiquei feliz com as palavras deste Pe. Leonardo Holtz Peixoto fletem tudo do que tem no meu coração e acredito, sem desprezar os outros certamente.
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Mensagem por Leosukita em Dom 12 Jun - 6:28

Kelsen escreveu:Leosukita eu ia mandar era vc tomar vergonha na cara e ir estudar de uma outra forma, mas a carta aí em cima já esclarece muita coisa pra muita gente. Aliás vejo isso que não seria problema algum pra gente como eu ou como você.

Quando você manda alguém estudar, além de muito indelicado soa muito arrogante.
e você pode ser encurrado quando falar isso para alguém que sabe mais que você...

_______
Quanto ao texto e colocando meu ponto de vista
Jesus não só se vestia como os cobradores de impostos e as prostitutas como comia com eles.
O que diferenciava eram suas AÇÕES.

O que você prefere um padre de batina dando mau exemplo
Ou deixar que eles deêm mau exemplo "a paisana".
Eu concordo que a formação e os padres de hoje são meia-boca
mas forçar o uso da batina e desqualificar quem não usa julgando todos como mesquinhos é igualmente ruim
e POUCO saudável a unidade da igreja
Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir.
Mt 12,25
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Mensagem por André Luiz Botelho em Dom 12 Jun - 19:43

Kelsen escreveu:

O motivo de não usar batina para ficar perto dos jovens eu entendo mas não justifica pra mim.


Se esse fosse o motivo eu aplaudiria, mas quantos padres em Brasília que você conhece que caminha no meio dos Jovens, por enquanto eu só tenho o prazer de conhecer o padre Norbei da Nossa Senhora do Lago (Conheçam, vale a pena) que geralmente só o vejo usando clergyman. Ele é uma padre que acolhe tanto os jovens quanto as crianças, os adultos e a terceira idade. Eu precisei visitar poucas vezes sua paróquia para que ele passasse a me chamar pelo meu nome, sim ele conhece suas ovelhas e as chama pelos seus nomes. Não costumo ver isso em outras paróquias, o que eu vejo, são padres que não se mistura com seu rebanho, mesmo que peçamos isso a eles.

Essa semana estive conversando com um sacerdote, altamente aclamado dentro e fora de sua paróquia e disse para ele que seu rebanho tem sentido sua falta entre eles, houve um comentário maldoso por parte dele que fez perder o chão, mas não pretendo expor ninguém. Fica a todos, leigos, religiosos e consagrado o exemplo que esse padre do Lago Norte vem dando, e que a cada dia sua paróquia vem estando mais e mais cheia de jovens.

Que saudade do finado padre Léo, tenho certeza que ele em seus muitos a fazeres, pois estava a frente da comunidade Betânia, não deixaria de arranjar um tempinho para fazer um post aqui, tão engraçado, sempre foi um grande defensor dessa comunicação próxima do pastor com suas ovelhas, sempre enfatizando que o ser humana precisa ser amado, que nós não somos coisas, somos pessoas, que precisamos ser tocados, lembrados, ouvidos e olhado nos olhos. Que o pai que não pega seus filhos no colo, que la fora haverão quem o façam, que coloquem nossas filhas no coloco, que ofereçam coisas ruins para nossos filhos, que levem a semente da destruição aos nossos lares. Não sou um profundo conhecedor da palavra, do catecismo e do direito canônico como alguns colegas a cima, mas sempre ouvi dizer que PADRE - significa PAI, e que o PASTOR é aquele que da a vida pelas suas ovelhas. Como filhos desses pais, eu pergunto onde estão vocês que ouvem nossos choros mas não vem ao nosso encontro. Onde estão esses pastores que sabem que suas ovelhas estão perdidas e gritam em soluços por eles, pois o LOBO está a espreita. Onde estão vocês nossos PAI e PASTORES. Seu rebanho e filhos entregues diretamente pelo nosso PAI do Céu ao cuidado de vocês em suas ordenações. Seus filhos choram, suas ovelhas se perdem, mais uma vez onde estão vocês?

Quando as pessoas perguntavam para o padre Léo, por que o índice de recuperação das pessoas que passavam pela comunidade Betânia era tão mais alto que das clinicas de recuperação, ele justamente respondia isso, que ele as olhavam nos olhos e simplesmente as amava. Como o próprio Jesus fez com a pecadora caída.

Esse mesmo padre Léo, que deixou esses ensinamentos, era usuário fiel da batina e do clergyman e grande defensor do uso dos mesmos.


Última edição por André Luiz Botelho em Sex 24 Jun - 11:32, editado 2 vez(es)
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Mensagem por Fabão em Seg 13 Jun - 15:05

Sobre as reclamações geradas,

Se for a respeito da conduta dos membros e do tom da discussão, minha tendência é concordar. Falta-nos aprender a dialogar e discutir mantendo o decoro e o respeito mútuo. Não interessa quem levou para o pessoal, e nem quem começou, é obrigação de todos.

Já se a reclamação for acerca do conteúdo ou da defesa do uso do traje eclesiástico, só posso dizer que a veste permitida pelo CDC é a batina, ou a calça e camisa de colarinho romano (clergyman). A mim não cabe contestar ou desobedecer ao CDC, nem a nenhum padre, bispo ou mesmo ao papa.

Voltando ao tema do tópico, seguem dois links interessantes:

1) Um longo estudo sobre a obrigatoriedade do uso do traje eclesiástico - http://www.presbiteros.com.br/site/da-obrigatoriedade-do-uso-do-traje-eclesiastico/

2) Artigo do Pe. José Inácio Schuster, no site da Comissão Nacional dos Diáconos: http://www.cnd.org.br/art/schuster/traje.asp

Para finalizar, é preciso frisar uma coisa muito importante: todos estamos obrigados a respeitar aos sacerdotes!

Sabemos que os sacerdotes têm defeitos, como todos nós temos. Também eles vivem neste mundo com os olhos fitos no mundo vindouro, e também eles sofrem (provavelmente mais que nós) com provações e tentações diversas.

Não interessa se o sacerdote usa ou não a batina ou o clergyman. Não interessa se o sacerdote se preocupa em celebrar a Sagrada Liturgia de acordo com o que é prescrito ou se "inventa moda". Não interessa nem mesmo se o sacerdote tem uma vida santa ou ímpia. Ele continua sendo um sacerdote do Altíssimo, que oferece a Deus o Sacrifício Eucarístico in persona Christi, e que nos perdoa os pecados, que nos batiza, que nos oferece o refrigério da Unção dos Enfermos. A dignidade do sacramento não se deve à dignidade do sacerdote que o ministra, mas à dignidade de Cristo, Único Sacerdote, na pessoa de quem o padre atua.

Se há algo de desabonador na conduta ou na vida de determinado sacerdote, podemos, com amor e humildade, falar com ele. Se não resolver, rezemos. Vejo muitas pessoas reclamando dos padres e poucas rezando por eles.

Cito aqui o exemplo positivo do André, que não citou o nome de um padre que teve uma má conduta, mas elogiou a conduta correta do Pe. Norbey. Façamos isso: elogiemos o certo. Mas se não tivermos nada de bom para falar, calemo-nos e oremos.

Acho lícito e válido falarmos da batina e do clergyman, inclusive falarmos da obrigatodiedade de seu uso, mas não podemos nunca julgar ninguém. Graças a Deus, não dirigimos neste tópico crítica direta a nenhum sacerdote.

Sugiro que neste fórum, não somente neste tópico, continuemos discutindo as situações, e nunca discutamos as pessoas. As pessoas merecem nosso amor e nossa oração, não nossa acusação. Fica a dica.
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Mensagem por andrebisinoto em Ter 14 Jun - 22:08

Fabão escreveu:
Acho lícito e válido falarmos da batina e do clergyman, inclusive falarmos da obrigatodiedade de seu uso, mas não podemos nunca julgar ninguém. Graças a Deus, não dirigimos neste tópico crítica direta a nenhum sacerdote.

Lembremos que só Deus pode julgar as pessoas, mas nós podemos e devemos julgar os atos. Devemos amar o pecador, mas odiar com todas as forças o pecado. Não podemos compactuar com o mal.

Em toda essa discussão, acho que a conclusão a que todos chegamos, como o Fabão disse, é que os padres são obrigados a usar batina ou clergyman. Ponto. Não há como interpretar de outra forma. O CDC é claro e todos entendemos. O ato de não usá-los é uma falta contra o CDC. Mesmo assim, não posso apontar o dedo pra nenhum padre e exigir nada. Só Deus conhece o coração... Ainda mais que nós, leigos, não somos pastores dos padres. Os bispos e superiores é que poderiam adverti-los adequadamente.

Que Deus ilumine a todos nós para sermos dóceis à sua voz e cultivemos a santidade nas pequenas coisas! - inclusive nas vestimentas...
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Mensagem por André Luiz Botelho em Qua 15 Jun - 10:21

Santa Catarina de Sena adivertiu o Papa, pq não podemos advertir padres. Fico em dúvida onde termina a obediência e começa a omissão.
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Mensagem por Fabão em Qua 15 Jun - 11:12

Como eu disse, podemos falar com os padres e alertá-los. mas temos que ter amor e humildade nisso.

Temos que ter consciência da situação em que vivemos. A formação catequética dos fiéis é insuficiente, a formação dos seminários também. Além da mentalidade dos padres, principalmente os mais antigos. Curiosamente, os sacerdotes mais jovens são mais abertos a certas coisas consideradas ultrapassadas e "tradicionais demais".

Além disso, mesmo que a falta da batina seja uma falta contra o CDC (de fato é), não podemos afirmar categoricamente que é uma falha moral ou um pecado.

Digamos que é uma infração, não um crime... Por isso digo que não podemos julgar nem acusar. A lei existe e deve ser obedecida, mas o legalismo é uma armadilha que devemos evitar.

Mas antes de qualquer coisa, e mais importante que qualquer discussão ou conversa com um sacerdote, temos que rezar pelo clero!

Paz e Bem!
Fabão

PS: Editei pq tinha postado duplicado... :-P


Última edição por Fabão em Qua 15 Jun - 11:19, editado 1 vez(es)
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Mensagem por André Luiz Botelho em Qua 15 Jun - 14:45

Fico me perguntando, até quando eles ficaram em silêncio, uma vez que provavelmente são nossos maiores leitores.
Acho que todos tem direito de resposta, e pelo menos para mim, seria um prazer sem medidas ler o que eles tem para dizer. Por favor, se vocês realmente estão nos lendo, saiam do escuro e digam o que pensam. Se algo fosse dito contra minha pessoa ou a uma classe que eu pertencesse, eu não conseguiria simplesmente me manter em silêncio. Eu sei que o calar muitas vezes é sinal de sabedoria, mas para os interlocutores, as vezes, pode soar como prepotência ou falta de argumento.
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Mensagem por andrebisinoto em Sex 17 Jun - 23:49

Fabão escreveu:
Digamos que é uma infração, não um crime... Por isso digo que não podemos julgar nem acusar. A lei existe e deve ser obedecida, mas o legalismo é uma armadilha que devemos evitar.

Mas antes de qualquer coisa, e mais importante que qualquer discussão ou conversa com um sacerdote, temos que rezar pelo clero!

Eu não quis dizer que não se possa conversar com os padres, inclusive citando a regra. Eu só acho que não é nem um pouco razoável cobrarmos dos padres que eles usem batina! Achei o comentário do Fabão de muita sabedoria..

Abraços
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Padres sem batina. - Página 2 Empty Re: Padres sem batina.

Mensagem por andrebisinoto em Seg 20 Jun - 8:57

Mudando um pouco de assunto, acho que a indumentária dos religiosos é mais importante do que parece:

http://fratresinunum.com/2011/06/20/freiras-sem-habitos-nao-poderao-ver-bento-xvi-na-jmj/

Abraços
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Mensagem por Ana Beatriz Ries em Seg 18 Jul - 18:00

fiquei muito feliz e admirada com os posts aqui desse forum!!! Deus é bom!!! cada vez mais nós leigos estamos atentos ao magistério da Igreja e procurando sermos fiéis e isso impulsiona os nossos amados sacerdotes a serem tb! lembro de uma vez q o Monsenhor Marcone nos contou num encontro que Dom Falcão fumava, e uma senhora admirada exclamou: "o bispo fuma!!!" e ele imediatamente jogou o cigarro no chao e pisou em cima respondendo: "fumava, fumava!" tamanha vergonha que ficou!!! eu tb parei de fumar por vergonha do mal exemplo! padre leo contou numa palestra que qdo era diretor de uma escola virou para um aluno e disse: "menino chiclete faz mal pros dentes!" e este respondeu: "e cigarro faz mal pro corpo todo!". citei essas histórias como metáfora obviamente, para que os fiéis sejam corajosos no seu testemunho por Jesus, e assim fortaleça o clero!!!

Cânon 284, no Código de Direito Canônico, diz o seguinte:
"Os clégigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pela Conferência dos Bispos e com os legítimos costumes locais". Eis a norma para todo o mundo.
Norma específica brasileira: 'Usem os clérigos um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o "clergyman" ou "batina"'. Esta norma específica se encontra no Apêndice ao Código de Direito Canônico.

a questao é q nao há outra roupa clerical que nao seja clergyman, batina, hábito etc. o restante é roupa secular! e como mulher peço a Nossa Senhora que instrua seus filhos prediletos a usarem no mínimo o clergyman mas com calça folgada pq é constrangedor cumprimentar um homem de calça apertada o que dirá um sacerdote!!! pq vejo muitos sacerdotes com a blusa clerical, mas calça tao justa que só Jesus mesmo!!!!
fiquem com Deus.
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Padres sem batina. - Página 2 Empty Re: Padres sem batina.

Mensagem por Renato Chagas em Seg 28 Nov - 20:18

Muito bom este fórum, e de modo especial este tópico sobre os trajes dos sacerdotes! Sou mais um que engrossa as fileiras daqueles que sonham em ver os padres vestidos de batina ou, ao menos, clergyman. Ainda assim, prefiro a batina… mas o que importa não é minha opinião, e sim as normas da Igreja, que já foram sabiamente expostas acima, ao citar o Código de Direito Canônico.
Minha sugestão: orar e começar a "incomodar" os sacerdotes, mostrando como gostamos de padres com roupas de padres, e lembrando-os das normas canônicas.

Fiquem com Deus!

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Mensagem por andrebisinoto em Dom 11 Dez - 23:06

Paz!

Eu não podia deixar de comentar aqui o que disse Dom Adair na ordenação presbiteral do Frei Paulo Maria e do Frei Fernando Araújo (as palavras não são exatas, mas o sentido é este):

"Os padres que não usam o distintivo na veste cometem uma verdadeira afronta ao que manda a Igreja".

Por falar nisso, que bispo é aquele! A homilia foi linda... http://www.recantodasletras.com.br/discursos/3384482 Todo padre deveria ouvir no dia do aniversário de sua ordenação.

Abraços
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Mensagem por Kelsen em Sex 6 Jan - 19:11

Foi mais forte que eu, voltei.

É.... padre sem batina ou sem clergyman deve ser legal mesmo. O tópico está quase me convencendo. Já tem padre com chapéu, né? Na Bahia é um Deus nos acuda de tanto pinjente (nem sei escrever pingente) fitinha e macumba (eu que digo) pendurado nas vestes dos padres pra promover a universalidaaaaade Umana (sem "H" mesmo pra parece ubanda). Acho que devíamos mandar uma carta à Roma pedindo que todos no Brasil pudessem ser plenos no estilo Pe. Favo de Mel (estilo, é só do ESTILO. ele prega bem, tá meninas? canta bem, bla bla bla) e talvez até os ministros poderiam usar um traje carnavalesco na missa. Ia dar uma animada! Samba do começo ao fim....!

No comentário do Leosukita creio eu que quanto a ter padre dando mau exemplo de batina ou a paisana o ideal é que ele largue a batina. Simples assim. Não entendeu o que é ser padre, não sentiu ou tem alguma limitação que o impede de ser pleno oras. Padre Léo (saudades) disse que uma vez enquanto ele limpava o papel da maconha (ou era cocaina, não lembro) teve a visão dele purificando a patena (...). Pe. Jonas disse que aos poucos já não o observava fumar e que cada vez mais ele mudava, pra melhor. Assim que deve ser. Eu cantaria, gravaria musicas, conversaria, ficaria amigo do pe. favo de mel e ainda assim não acho que ele se impõe como padre, quando fora de suas atividades. Já vou além: Ou batina, ou clergyman ou alguma veste que o mostre e dê o respeito. Não acho demais. Tu peita um segurança negão grandão de terno preto? E tu só num enfrenta o baixinho pq vc já viu o monstro do lado dele.

É visual a parada.

Como é que na rua você sabe que um bombeiro é um bombeiro e salva vidas?
Como é que na rua você sabe que um policial é um policial e salva vidas?
Como é que na rua você sabe que um médico é um médico e salva vidas?

E agora, Como é que na rua você sabe que um Padre é um ser que salva vidas?

Policial tem vergonha de usar seu traje na rua pra não parecer ofensivo?
Bombeiro tem vergonha de usar seu traje e não conseguir ajudar alguém?

E padre: Tem problema com O QUÊ pra não usar nada na rua? Não quer confessar alguém em horário de folga? Odeias aquelas velhinhas chatas que amam mais o padre do que o Santíssimo? Eu tenho amigo "candidato" a padre que acha exagero e desnecessário missa durar mais que 15 minutos. Tá botando relógio no calvário parceiro? Larga! Dá tempo. Ou muito melhor: Se esforça e se converte.

Por favor, algum padre que eu sei que olha esse fórum poderia se pronunciar? Apenas sua opinião. A gente fica concluindo, achando mas seria bacana alguém que usa e que não usa que escrevessem também. Já sei. é perigoso se expor. Amigo padre, você já expôs a todos e aos céus. Escrever aqui só te deixa mais humano a todos nós.

Padre é padre e Jesus é Jesus.
Jesus nunca mudou de roupa pra se adaptar a uma festividade ou à "classe" da pessoa que ele falava/salvava. Logo, pra mim, padre não deveria mudar de roupa (e tem várias opções) pra falar num encontro de jovens ou pra ir pra rua tratar de assuntos particulares. (tá bom, eu sei que não dá pra dar um corridão no parque de batina e chapéu Smile também não é isso que to falando)

Abraços pro6
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Mensagem por Roberto Agostinho Simões em Sab 3 Mar - 17:59

Padres sem batina e freiras sem o hábito:

No começo eu estranhei, porque não sou novo em idade. Mas, ao ver a mudança, ocorreu-me - sem ter lido sobre o assunto e, pois, sem outro embasamento - pensar que os trajes tradicionais dos religiosos estabeleceriam uma certa distância no relacionamento com os leigos. Eles seriam mais cerimoniosos e marcariam uma linha divisória na interlocução, possivelmente provocando, até, dificuldade na aproximação. Haveria um exigível marco referencial de respeito. Os religiosos, nos trajes tradicionais, aparentavam, apenas em função da vestimenta, como alguém pertencente a um nível diferenciado da sociedade eclesial, elevados, portanto, a um nível privilegiado nas tratativas das coisas de Deus. Havia, por parte dos leigos, um certo receio de aproximar e de abrir-se em um diálogo descontraído. Mas, este meu pensar não passa de uma impressão pessoal. De uma colocação que está posta de modo a aceitar correção, isto é, não lhe é intrínseca qualquer irretocabilidade. A indumentária dos religiosos, igualada à dos leigos na atualidade social, poderia facilitar a aproximação das partes aqui enfocadas?

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